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Yolanda Carvalho assume a direção da Casa da Cultura de Teresina

M.Jr.
"Um passo à frente e você já não está mais no mesmo lugar.” Foram com as palavras do falecido músico pernambucano Chico Science que Yolanda Carvalho assumiu nesta quarta-feira, dia 14 de julho, a direção da Casa da Cultura de Teresina. O espaço artístico-cultural mantido pela prefeitura municipal por meio da Fundação Monsenhor Chaves agora tem à frente uma das mais renomadas artistas plásticas do nosso Estado, que conta com sua parceira de projetos, Conceição Carvalho, nessa empreitada.

Conhecida por seu trabalho com xilogravura, Yolanda Carvalho não esconde a empolgação com o convite feito pela presidente da FMC, Laurenice França, sobretudo ao destacar a palavra trabalho como sua grande motivação. A artista, que já havia sido convidada para o cargo em 2009 por Cineas Santos, precisando recusá-lo para cuidar de um problema de saúde na família, destaca a visibilidade da Casa da Cultura como uma de suas principais metas. “Tornar a Casa mais próxima das pessoas é uma maneira de valorizar a nossa cultura, além de semeá-la”, afirma.

Opinião compartilhada por Laurenice, que diz estar tendo bastante calma e cautela ao formar sua equipe de frente e pôr as pessoas corretas para cuidar e, principalmente, desenvolver os espaços mantidos pela Monsenhor Chaves. Ao entregar a Yolanda o comando da Casa da Cultura, ela afirma estar segura e confiante em todo o potencial de integração e propagação da cultura proporcionada pelo ambiente. “Precisamos ampliar as oficinas, dinamizar a Casa, fortalecer e valorizar o que ela nos tem a oferecer”, ressalta.

E se depender de Conceição Carvalho, também artista plástica e eventual parceira de projetos de Yolanda, a nova fase da Casa da Cultura de Teresina deve ser marcada pela humanização. Além disso, a dedicação a quatro mãos promete dinamizar o ritmo do local, sempre lembrado por sua boa recepção do público, quase cativo na hora de fugir um pouco do calor do centro da cidade conferindo as exposições de quadros e fotografias de artistas tanto daqui quanto de fora. “Aproximar também o artista, sobretudo ele, da Casa é um de nossos grandes desafios, nesse sentido de humanizar o belíssimo ambiente que nos foi confiado”, finaliza Conceição.

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Arte Urbana é reconhecida na mais nova edição do Artes de Março


Na última sexta-feira, os estudantes das duas turmas de Artes Visuais da tarde do Instituto Federal de Educação e Tecnologia do Piauí tiraram um pouquinho as bundas de suas cadeiras(graças a Deus) para uma visita ao já tradicional evento de arte no Teresina Shopping, o Artes de Março. Com direito a ônibus escolar e "pega-na-mão-pra-não-se-perder" conduzidos pelas professoras Vírginia Lopes e Teresinha, tudo estava indo segundo a cartilha, até que eles chegaram ao salão de eventos...


 Pra quem não acompanhou as edições anteriores, a surpresa pode ter sido um pouco menor: diferente de todas as outras edições passadas, a décima segunda edição do Artes de Março trouxe uma enorme instalação de avatars/monitores para o centro do Salão de Eventos. Ao redor dela, pufs num tablado de madeira garantiam a sensação de acolhimento juntamente com a iluminação alaranjada. E num círculo mais a frente, estavam dispostas obras principalemente em fotografia e grafite de novos astistas que estão surgindo no cenário cultural teresinense.

O palco de apresentações musicais se encontra decorado com uma versão 3-D das principais obras de Tarsila do Amaral relacionadas à temas urbanos. Alguns suportes de grafites eram placas de metal de caixas de energia, espelhinhos de camelô laranja ou mesmo estavam simplesmente penduradas, sob cordas ou skates. Tudo isso para evocar o tema: PLAST-CIDADE.

Atenção especial para o pequeno menino da zona nobre/leste de Teresina embasbacado frente a grafitagem ao vivo dos artistas do Movimento Hip Hop da cidade no dia da abertura do evento.


As professoras do curso pretendem levar os alunos mais uma vez para um bate-papo não oficial da exposição em breve, com análises mais críticas e aprofundá-las juntamente com os alunos durante a disciplina de Estética e Filosofia, do primeiro período.

Texto e Fotos: Ludmila Monteiro

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